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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Água, até quando iremos dispor deste recurso natural?

No que diz respeito à preservação do meio ambiente, a conservação das fontes de água, esse elemento vital, a perpetuação das espécies, requer uma atenção especial no planejamento de medidas para redução do consumo, e de uma boa gestão dos recursos hídricos e otimização do uso da água.
Vários são os fatores que tornam preocupantes a má gestão da água:
  • A variação da quantidade disponível de um país para outro;
· A probabilidade dos países desenvolvidos que possuem melhores condições financeiras, e, portanto, maiores possibilidades de investimento em reservatório, barragens e outras tecnologias que facilitam o acesso da população a água, favorecendo assim uma maior precipitação de chuvas;
·  O estresse hídrico caracterizado pela falta de água em determinados momentos do ano;
·         E pelas escolhas prioritárias no uso da água.
Para melhoria da qualidade da água e purificação da mesma, é de fundamental importância devolver aos sistemas fluviais os seus caudais naturais, gerir a irrigação, utilizar produtos químicos e resíduos animais, e travar a poluição atmosférica.
O consumo consciente deste recurso também é fato relevante e nos leva uma mudança de postura. Fechar a torneira enquanto escovamos os dentes, fechar o chuveiro enquanto tomamos banho, controlar o gasto na lavagem de pratos, não fazer a mangueira de vassoura, enquanto lavamos as calçadas são medidas simples que podem minimizar escassez futura.
Outra medida que facilitaria a vida de todos seria o reuso da água. Aproveitar águas da chuva, de um poço artesiano ou mesmo a água que desce o ralo, com certeza incentivaria a autonomia de suprimentos, bem como o uso racional da água com certificação de qualidade.
A instalação de um sistema de reuso pode significar em economia de até 70% de água no processo produtivo, e se 10% das indústrias adotassem a reutilização da água, a economia seria equivalente à metade do volume gasto na grande São Paulo em um dia (1,6 bilhões de m³).
Essa técnica não chega nem a 1% das instalações no Brasil e encontra uma barreira cultural, pois ainda não se confia no sistema de tratamento não proveniente das empresas oficiais. Mesmo assim, devemos lembrar que a água encanada também apresenta contaminações ou excesso de cloro, por exemplo, o que leva ao uso de purificadores pelo consumidor final. Então devemos acabar com essa barreira para este excelente sistema.
O bombeamento excessivo da água subterrânea está causando declínio dos lençóis freáticos em regiões agrícolas chave na Ásia, África do Norte, Oriente Médio e Estados Unidos. A qualidade da água também está deteriorando-se devido ao escoamento de fertilizantes e pesticidas, produtos petroquímicos que vazam de tanques de armazenagem, solventes clorados, metais pesados despejados pelas indústrias e lixo radioativo de usinas nucleares.
Se não atentarmos para os perigos que a falta de água poderá nos causar, podermos passar por privações irreversíveis.
O tema em questão exige uma tomada de consciência a cerca do uso indevido e desmedido que estamos fazendo deste recurso senão as gerações futuras serão prejudicadas em potencial, pois desfrutarão dessa semente má que estamos permitindo que germine.
Autoria: Jovita Ribeiro

                                             

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