sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Muitas vezes menciono a AGENDA 21 (Global, Brasileira e Local) sem, no entanto, disponibilizar documentos que nos permitam uma apreciação e avaliação sobre sua atualidade, os resultados dos processos e experiências passadas.
Lembro que em sua elaboração, para a Rio 92, nos ficou claro a necessidade de monitoramento do temário e do plano de ação, sempre através de métodologias participativas, aperfeiçoar as propostas, à luz de novos estudos, de análises de conjuntura e de diagnósticos. Pensamos assim promover sua atualização de forma permanenente com a inclusão de novos temas, em resposta as demandas das Conferências e Encontros Internacionais, Nacionais e Locais que organizaríamos com frequência.
Neste sentido, em nosso país (e em outros), experiências foram germinadas e muito se fez pela construção da Agenda 21 Global. Aqui, pela Brasileira e pelas Locais... Uma das provas irrefutáveis desta afirmativa foi a criação da REBAL - Rede Brasileira de Agendas 21 Locais em 2005, durante o Fórum Social Mundial reunindo centenas de processos em luta pela democracia participativa e por sociedades sustentáveis e em rede.
Outras experiências são de extrema importância. Agendas 21 nas Escolas e Escolares, Agendas 21 das crianças, da construção civil, da juventude, das mulheres, dos pescadores, dos advogados (OAB), de etnias indígenas, de agricultores. Agendas 21 de bairros, de universidades, de empresas, que formam um mix de diferentes nucleações territoriais e setoriais. Um trabalho vibrante e profundo mas com sistematização quase inexistente. Ou fragmentada na preocupacão com as análises focadas no quantitativo. Como se os processos podessem ser mensurados apenas pelos seus produtos, quando existentes. Análises conservadoras, insustentáveis quando se pretende ser sustentável. Mas isso vamos tratando por aqui aos poucos...
Os documentos originais da Agenda 21, na íntegra, podem ser acessados facilmente na internet assim como centenas de textos para serem estudados e utilizados como referência.
Os intuitos destas postagens que começo hoje, com pequenas partes de cada um dos 40 capítulos da Agenda 21 Global e posteriormente da Brasileira, é a de manter as memórias acesas, provocar, se possível, o gosto e o diálogo dos amigos sobre a Agenda 21 nas diversas escalas territoriais e defender sua atualidade diante da perspectivas dos debates sobre os ODS - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - Agenda Pós Rio 2015.
Como existe um risco em apagarmos ou engavetarmos o que é história visual, vou apresentando algumas fotos do trabalho dos últimos anos em que amigos se identificam e gostaria de pedir-los que postassem também suas fotos e depoimentos sobre os temas para enriquecer a tentativa.
Bjs em todos.
e Começa assim......
Rio de Janeiro 1992
Capítulo 1
PREÂMBULO
1.1. A humanidade se encontra em um momento de definição histórica. Defrontamo-nos com a perpetuação das disparidades existentes entre as nações e no interior delas, o agravamento da pobreza, da fome, das doenças e do analfabetismo, e com a deterioração contínua dos ecossistemas de que depende nosso bem-estar. Não obstante, caso se integrem as preocupações relativas a meio ambiente e desenvolvimento e a elas se dedique mais atenção, será possível satisfazer às necessidades básicas, elevar o nível da vida de todos, obter ecossistemas melhor protegidos e gerenciados e construir um futuro mais próspero e seguro. São metas que nação alguma pode atingir sozinha; juntos porém podemos - em uma associação mundial em prol do desenvolvimento sustentável.
ALGO MAIS ATUAL DO QUE ESTE PREÂMBULO... ?
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